Por José Carlos Araújo

O Ministério Público Federal – MPF sugeriu uma ação penal contra o ex-prefeito de Juína no Mato Grosso, Hilton Campos – PR, e ainda um grupo de empresários da mesma linha imoral, políticos e policiais militares por manterem jornalistas do Greenpeace em cárcere privado entre os dias (20) e (21) de agosto deste ano.

Segundo a denuncia eles foram a Juína para produzir um documentário dentro da etnia indígena Enawene Nawe, e consequentemente foram impedidos de realizar o trabalho. Barrados por um grupo de fazendeiros desinformados. Junto ao grupo estavam fazendeiros, empresários e outras autoridades do município que fica no extremo norte de Mato Grosso (750 quilômetros) de Cuiabá.

Estavam no bando o presidente do Conselho de Segurança Natalino Lopes do Santos e o presidente da câmara municipal Francisco de Assis Pedroso.

Eles são acusados de ocuparem terras indígenas, e acreditavam que jornalistas e ambientalistas estariam na região para tentar uma possível negociação de demarcação.

O hotel onde o grupo estava foi cercada, demonstrando uma perfeita anormalidade racional do grupo, e além do mais, talhando de forma descarada o direito de ambientalistas e jornalistas. Uma desinformação total com característica de regime militar banido pela sociedade há décadas, mas que seus sinais estão cada mais presentes nesse tipo de atitude.

Os procuradores responsáveis pela investigação, Douglas Santos Araújo e Mario Lúcio de Avelar, dizem que fatos assim são raros, concluindo equivocadamente com suas opiniões, algo que persiste embora alguns casos não fossem revelados, talvez pela própria mídia.

Mesmo assim pedem a condenação de Aderbal Bento, Geraldo Bento, Natalino Lopes dos Santos, Hilton Campos, Paulo Perfeito e Francisco de Assis Pedroso por constrangimento ilegal, sequestro e cárcere privado. O MPF quer ainda que Paulo Perfeito e Aderbal Bento também sejam condenados por desacatarem os funcionários públicos da Funai.

O desrespeito aos direitos como da informação, por exemplo, foi novamente colocado em cheque e altera nossa concepção de que vestígios de governos como Castello Branco, Costa e Silva, Médice, Geisel, Figueiredo entre outros foram totalmente apagados da realidade democrática.