Por José Carlos Araújo e Pollyana Araújo de Cuiabá MT

Enquanto milhões de mulheres lutam para conseguirem seus espaços, atualmente em sua maioria ocupados por homens, a ala feminina em Mato Grosso tem pouca representatividade na política.

Esta semana o Tribunal Regional Eleitoral – TRE do estado divulgou os seguintes números, das 291 candidaturas registradas a deputado estadual, 65 são de mulheres e das 90 federais, 20 são referentes ao sexo feminino. Além disso, são poucas mulheres que conseguem se eleger. O dado pode justificar a atual realidade do Estado, que possui apenas uma representante tanto no Senado, quanto na Câmara dos Deputados, o que quer dizer que nenhuma mulher compõe as quatro coligações majoritárias do estado.

E mais, Serys Slhessarenko (PT) ocupa uma das três cadeiras destinadas a Mato Grosso no Senado Federal, e a viúva do ex-governador Dante de Oliveira, Thelma de Oliveira (PSDB), foi a única mulher eleita, na eleição de 2006, à vaga de deputada federal. A situação se repete na Assembléia Legislativa do Estado, onde a única mulher eleita foi à deputada estadual Chica Nunes (PSDB).

Mas a questão, é, isso é bom ou ruim para os matogrossenses? Se entendermos que buscar espaço seria apenas disputar um cargo político talvez alguém se arriscasse a dizer que o fator poderia ser preocupante. Mas, como isso não é fato, o futuro é quem deve decidir.