Por José Carlos Araújo

Confiar ou não confiar, eis a questão. A busca por informações por meio da internet se torna a cada dia mais comum para os consumidores de notícias que, além de interatividade, buscam serviços rápidos para encurtar o caminho nos seus negócios. Também somos sabedores que nem sempre encontramos tempo checar uma notícia, efetuar nossas compras, e ao mesmo tempo jogar uma boa conversa fora. Isto é fato.

A mídia, sinônimo de telecnologia e avanço da comunicação na era pós-modernidade nos trouxe mobilidade, acessibilidade, interação, e a possibilidade de nos opinar sobre determinados assuntos, o que a TV e rádio, mídia tradicional trata como interatividade.

Grandes especialistas do assunto nos convidam a pensar e repensar sobre a credibilidade dessas informações fornecidas pela Web 2.0, e para que estejamos aliados a essas idéias e avanços da nova mídia e seus conceitos, resolvemos pesquisar um pouco sobre o assunto.

O bom uso da Web nos leva a confiar naquilo que produzimos

Antes de falar sobre a informação, é importante definirmos essa ferramenta da Web 2.0. Pretendemos discorrer sobre a forma e uso desse conjunto de aplicações da Web que nos possibilita uma grande troca de informações. Para Malcher Junior, ela inclui as redes de relacionamentos, conferências, vídeos, wikis e blogs como explica também a unidade II – uma das ferramentas da nossa pesquisa (p. 21).

Se a Web 2.0 nos possibilita crescentes níveis de padrões de interações, devemos ou não depositar tanta confiança nessa ferramenta?

Precisamos primeiramente encarar o tema como sendo apenas uma plataforma Web que nos proporciona estarmos sempre atualizados diante de questões até então, debatidas a nosso interesse. Ou seja, o que pretendemos com o uso da Web 2.0.

Segundo José Malcher, a Web 2.0 objetiva uma abertura de caráter gratuito que permite a troca de informações entre sites desenvolvidos pelos próprios utilizadores. Isso nos faz a entender que, a Web é um meio de interação entre elementos como blogs, sites, wikis e outras ferramentas para disponibilização de seus inúmeros conteúdos.

O termo que usamos (Web 2.0) se relaciona apenas com uma segunda geração de serviços prestados pela internet – para que possamos ter um maior grau de interatividade entre os usuários, e até mesmo colaboração da internet. Más, além desse ponto de vista ser bem pessoal pelo visto, podemos também tirar outras conclusões mais aprofundadas. E, um desses exemplos pode ser exatamente o Goolgle, um dos maiores expoentes da plataforma internet do termo Web 2.0, além de outros modelos importantes.

Para alguns pesquisadores, “não existem uma segunda geração de aplicativos na internet, existe apenas a evolução natural destes” (MALCHER JUNIOR, texto online), acrescentam ainda que o termo Web 2.0 não passa apenas de um marketing, por vez que não correram grandes mudanças tecnológicas.

Nesse mesmo sentido o assunto nos faz refletir sobre o grau de confiança que devemos ter com as informações oferecidas pela Web 2.0. Cabendo um novo questionamento, tratamos a Web como plataforma tecnológica ou Rede de Relacionamentos que nos proporciona relacionar, trocar informações no campo do trabalho, e, até opinar determinadas informações?

Analisemos o termo Goolgle – o verbo googlar ou guglar, inspirado no inglês to google que trata apenas de um neologismo significando apenas – executar uma pesquisa na internet como explica a própria página do Google na Web.

Os Wikis como a própria Wikipédia – enciclopédia livre é uma tecnologia (software) que nos permite a edição coletiva de informações e documentos, sem que haja necessidade do seu conteúdo tenha sido revisto antes da publicação.

Aqui analisamos até que ponto essas ferramentas contribuem para encurtar a distância entre as pessoas.

Hipermídia – a ferramenta da Web 2.0

Pollyana Ferrari, em seu livro Hipertexto – Hipermídia, diz que a internet se tornou nos últimos anos a ferramenta mais importante na busca pela notícia para qualquer jornalista (2007, p.29). Pollyana deixa evidente que a Web 2.0 se tornou uma ferramenta indispensável pela sua rapidez, pelo baixo custo que ela nos oferece, pelo acesso aos mais diferentes sites e outros meios de informação que ela nos oferece, e além do mais pela sua flexibilidade.

Ao ponderar que a internet é realmente um meio utilizável para fins jornalísticos, estabelecemos outro importante fator que a Web pode nos proporcionar que são os e-mail´s, que veio substituir o fax de forma rápida e eficiente (FERRARI, p.29).

Vários fatores importantes comprovam a credibilidade de um e-mail para fins informativos, como na distribuição dos press releases, textos de discursos, avisos de pautas, anúncios, gráficos e notificações de coletivas. Sendo assim, percebemos os inúmeros benefícios a um profissional da comunicação com tantos meios de utilização da Web 2.0 – pode nos proporcionar.

A autora ainda faz uma outra importante referência de pesquisadores da Web sobre seus benefícios no trabalho de jornalista. Entre eles, Craig Trumbo se deteve na análise sobre o uso de e-mail pelos jornalistas da editoria de Ciência entre os anos de 1994 e 1999, observando um grande aumento no uso e volume. Explica que, segundo os mesmos pesquisadores, os serviços aumentaram num ritmo muito maior que as entrevistas por telefone ou pessoalmente e que, ainda em 1999, metade de outras redações se utilizavam do uso de e-mail, a transformando em a segunda ferramenta mais utilizada de levantamento de informações via computador. Tal fato nos remete a uma observação, no qual a Web 2.0 precisa ser adequadamente usada com técnica e responsabilidade (p.31).

Pollyana Ferrari (2007, p.41) nos estimula a um outro ponto de vista sobre uma segunda opção (ferramenta) de uso da internet que é o Blog, mídia muito utilizada por jornalistas de todo o mundo para divulgação pessoal de artigos pessoais, reportagens e acima de tudo opiniões sobre os mais diversos assuntos.

O que é para ser apenas uma brincadeira se tornou em poucos anos uma ferramenta mais que importante e fundamental para grandes profissionais da comunicação. A mesma autora nos lembra também que em 2002, o editor on line do The New York Times, Martin Nisenholtz, não hesitou em dizer que os tais diários da internet, ou simplesmente Blogs, jamais deixariam de ser “um mero passatempo de crianças” ou, coisas de funcionários descontentes com seus chefes (p.41).

No mesmo texto há uma importante referência sobre tal criação, de que os mais importantes jornalistas foram os autores da ferramenta, que se expandiu em pouco tempo e veio a se tornar uma das maiores formas de comunicação da internet atualmente.

Ao folhearmos novamente o mesmo livro Hipertexto – Hipermídia, encontramos importantes respostas para esse nosso artigo. Desde que a indústria iniciou esse grande movimento em torno de uma outra importante ferramenta da internet – o iPhone, celular e computador de mão, as empresas de comunicação e o jornalismo em todo o mundo não ficaram fora dessa nova tendência, levando em conta que o celular já era considerado um novo meio de comunicação mundial na década de 1990. Por meio dele podemos exercitar o conceito de difusão de conteúdo e navegação com dispositivos móvel (FERRARI, 2007, p.53).

Atualmente é comum recebermos a todo instante informações e outros conteúdos pelo nosso aparelho telefônico. As informações são rápidas e atualizadas minuto a minuto, assim como comerciais de empresas, pois, sabem que se apóiam na rapidez e a facilidade do meio na divulgação de seus produtos.

Ferrari (2007, p. 105) ainda afirma que o Game é um outro meio da internet, com uma verdadeira linguagem que se enquadra como hipermídia, apesar que para alguns, a hipermídia é vista tão simplesmente como audiovisual, ou seja, um meio e uma linguagem que faz o uso do som e da imagem para se comunicar.

Sendo assim, a mesma autora relata que, o historiador holandês Johan Huizinga (1872-1945) defendia desde 1903, a nossa espécie como Homo ludens, tendo em vista o jogo como um fator distinto e fundamental, presente em tudo o que acontece no nosso universo cultural e atualmente, o game de computador está plenamente disseminado e reconhecido como um dos maiores mercados do mundo.

Como utilizar os truques da mídia

Atualmente não é difícil percebermos ao nosso redor o quanto às empresas de jogos e espaços como lan houses vêm crescendo e ganhando cada vez mais adeptos em seus diferentes meios de utilização como em pesquisas e os próprios jogos.

Nilton Hernandes (2006, p.233), no livro A mídia e seis truques, afirma que o site UOL se utiliza determinados objetos jornalísticos como da Folha de São Paulo, da Veja e outras publicações jornalísticas, e se preocupa em como corta determinadas informações para devidas públicas.

Podemos aqui então concluir da seguinte maneira, esse mesmo cuidado da UOL em escolher tais informações nos caracteriza como grau de confiança sobre aquilo que pesquisamos, lemos e muitas vezes a utilizamos como informações pela internet.

Ainda segundo o autor limites e vantagens tecnológicas nos permitem formas de relacionamentos pela Web 2.0 entre um meio de comunicação e outro. A utilização da exerce e combina quatro características principais relativas distintas:

A função de transmissão de dados, ampliando o leque de transmissão que compreende também o telefone, o telex e o fax; a de mídia, a mais nova depois da invenção da TV nos anos 1950; a de ferramenta de trabalho, que permite acessar bancos de dados, fazer entrevistas, ler jornais e publicações de todo o mundo e trabalhar com base nesse material; a de memória de toda produção intelectual, artística e científica, na forma de arquivos digitalizados, acessíveis de qualquer parte do mundo. (KUCINSKI apud HERNANDES, 2005: p.73)

Nesse sentido, concluímos que a Web 2.0 acumula funções importantes, não apenas de meio ou comércio eletrônico, más, ao mesmo tempo, desempenha outras funcionalidades na vida profissional das pessoas, como jornalistas, internautas, e empresas. Uma maneira aprofundada que concentra opinião, informação, compromisso com a sociedade, atitude de envolvimento com o usuário de maneira geral revolucionária e tecnológica.

A Web 2.0 pode ser considerada eternamente confiável a partir do ponto de vista onde o que remetemos por meio dessa moderna mídia (internet) é de nosso próprio interesse. Cabem a nós, usuários, a responsabilidade de manter o mais alto grau de confiança sobre tudo aquilo que lemos, publicamos, comentamos e na maioria das vezes interagimos.

Fazer da Web 2.0 nosso meio mais justo de discussões é, além de tudo, transformar nosso conceito e visão de futuro sobre o que chamamos de nova mídia e que a transformamos em informação para que possamos ir mais além daquilo que já utilizamos.

REFERÊNCIAS

Http://josemalcher.net/index.php?option=com_content&view=article&id=49:web-20-definicao-caracteristicas-e-exemplos&catid=28:web2.

Http://josemalcher.net/index.php?option=com_content&view=article&id=49:web-20-definicao-caracteristicas-e-exemplos&catid=28:web2.

HERNANES, Nilton. A mídia e seus truques. São Paulo: Contexto, 2006.

FERRARI, Pollyana. Hipertexto – hipermídia. São Paulo: Contexto, 2007.